quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O Movimento Após | O Movimento Após | 2 de 2

                 Tirava os sapatos iniciando o movimento após o movimento do dia. Jogou-se de leve na poltrona e a inclinou para trás. Os braços abertos ficavam pendurados apontando a gravidade. Respirava fundo e suspirava. Estava fresco e o vento soprava na cortina transparente. Alguns papéis voaram. O chão estava limpo e a louça lavada.
                A cabeça encontrava-se confortável naquela poltrona que era quase um colo. A leveza era traduzida nos pés que se alongavam para aproveitar a folga dos sapatos e no jeito de olhar o teto branco. Levou a mão até o pescoço e massageou a nuca subindo até que os dedos entrelaçassem os cabelos.
                Sentia cada metro quadrado de descanso no corpo, a sensação que subia e extrapolava no sorriso chegava a ser empolgante. 

sábado, 19 de outubro de 2013

Antes do após | O Movimento Após | 1 de 2

                Ela já andava na rua esperando o momento. Com todo o movimento do dia uma leveza já acontecia. Com ela estava a ansiedade de chegar em casa contando cada passo a menos que dava.
                Não que o dia fosse um terrível terremoto, mas juntando o ócio ao agradável ela desejava muito que os próximos minutos fossem aquele ponto de espaço dentro de si, um silêncio e uma calmaria apreciáveis notados nos vídeos do ponto de vista de quem vê a Terra azul.
                Perto da porta já estava com a chave na mão, abriu, entrou e já sentiu o frescor do que iniciava naquele momento após o movimento do dia. Tirava os sapatos.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sabores


Diga-me qual é o sabor, pois tenho saudade. Ah que saudade! Dona Moça, traga-me mais poemas, separe tempo para escreve-los, não permita que esse momento me escape. Registre.
            Amo esse sabor que fica em cima da linha limite do findar da saudade. Esse sorriso espontâneo que treme os lábios ao tentar contê-lo. Deixe-me degustar teus olhos.