A voz se aquieta cada
vez mais e os ouvidos se desesperam. Duas mil e trezentas vozes
tratam de mover cada partícula no ar envolta do corpo que não vos
fala. Esmera-se em distinguir cada oscilação de partícula.
Em todo segundo os
ouvidos se corrompem, pois não escutam nada, e cada grão de
estorvo continua a gritar. Eles acertam os olhos, entram nos ouvidos
e inflamam a garganta. Cada um deles desviam a íris e cada um
deles tratam de redemoinhar a mente. Eles não darão paz alguma. Alojam-se no crânio e agitam como chocalho de cascavel.
Se o corpo não parar
será embaraçado até que o mesmo dissolva-se frivolamente e todo
grão caia sobre o aniquilado trazendo um ausente silêncio para o
ser que ainda respira, mas permanece inanimado. Isso tudo se o ser
se negar em acalmar os ouvidos.
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